Quando falamos em segurança pública, poucos lembram dos policiais e servidores penais, profissionais que garantem a ordem, segurança e disciplina, dentro das unidades prisionais. Sua rotina é marcada por situações de extrema pressão, exposição à violência e convivência com histórias de crimes e sofrimentos.
Apesar dos desafios, é uma profissão que oferece a chance de fazer a diferença, ajudando na reinserção social de detentos e promovendo mudanças reais de vida.
No entanto, o custo emocional é alto. Dados da SENAPPEN mostram que 37,7% dos policiais penais nunca ou raramente se sentem revigorados após o sono, e muitos enfrentam ansiedade, depressão e estresse pós-traumático.
Desde 2024, o SINDSPPEN-MT tem oferecido atendimento psicológico totalmente gratuito, não apenas para os policiais penais e servidores, mas também para seus dependentes. De lá para cá mais de 350 pessoas já buscaram ajuda.
Além disso, o sindicato faz todo o acompanhamento e direcionamento para atendimentos médicos e hospitalares quando necessário. Mesmo assim, a demanda é grande, e os servidores ainda são carentes de suporte.
Programas como o Escuta Susp, do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, prometido pelo Estado de Mato Grosso, também já está em funcionamento e qualquer policial e servidor penal pode se inscrever.
Cuidar da saúde mental dos policiais e servidores penais não é apenas uma questão de bem-estar individual; é essencial para a segurança pública. Profissionais emocionalmente equilibrados tomam decisões mais assertivas e garantem um sistema prisional mais eficiente.
É urgente que o poder público implemente políticas de suporte psicológico e melhore as condições de trabalho.
A sociedade também tem um papel nisso. Valorizar esses profissionais é reconhecer que, ao cuidar de quem cuida da segurança, estamos investindo no bem-estar de todos. A saúde mental não pode mais ser negligenciada. É hora de agir.
Emilene Nunes de Souza - Diretora de Atividade Social e da Saúde do SINDSPPEN-MT